L.I.B.I.D.O - onde está?! - Patrícia Peres

L.I.B.I.D.O – onde está?!

Ginecologia

L.I.B.I.D.O – onde está?!

A mulher passa por diversas fases ao longo da vida, desde a descoberta da sexualidade, com os picos hormonais na adolescência e os questionamentos da maturidade com a diminuição ou perda do desejo sexual. Mas quais são as causas da diminuição da libido das mulheres, uma das principais queixas no consultório?

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Várias pesquisas tentam responder e ajudar as mulheres durante essa alteração importante em suas vidas. Uma delas, evidenciou diminuição do desejo sexual em diversas idades estar associado a relacionamentos longos. O desejo sexual é maior no início da relação, quando há a busca de laços afetivos e um vínculo com o parceiro. No estudo, cerca de menos da metade das mulheres de 30 anos quer fazer sexo regularmente após quatro anos de união.

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A rotina do dia a dia é a ponta do iceberg para um problema que assola a vida moderna, incluindo também as mulheres solteiras. Tudo indica que o estilo de vida desta geração é o principal fator para a diminuição da libido.

O sexo para mulheres e homens não tem a mesma importância. Segundo a pesquisa Mosaico Brasil de 2008, para os homens, o sexo fica em 3º. lugar, enquanto para as mulheres, 8º. lugar. As mulheres estão mais focadas na carreira, na vida social e na estabilidade financeira. 62% das mulheres pesquisadas preferem dormir ou comer, 85% atribuem a falta de desejo sexual ao cansaço, a falta de tempo, a falta de admiração pelo parceiro e a baixa autoestima.

O desejo sexual feminino não é espontâneo. A mulher precisa “esquentar”.

Ele é despertado pela provocação, pelo toque. Por isso, para as mulheres, as preliminares e o estímulo em áreas erógenas são muito importantes. Outro ponto importante no estímulo sexual feminino é a mulher sentir-se desejada, é ter uma maior autoestima, sentir-se bem consigo mesma e com o relacionamento em si.

declining-libido-300x300No casamento e em relações longas, muitos casais deixam de dedicar-se um ao outro, de variar as práticas do cotidiano, de manter cuidado com a saúde e a vaidade, como faziam quando solteiros. Caem na rotina.

Na maturidade, a queda dos hormônios devido a menopausa é o grande vilão na mudança da libido das pacientes. Atrofia genital, ou seja, o envelhecimento da vulva e da vagina e a falta de lubrificação também atrapalham e tornam o ato sexual dificultoso e desprazeroso.

 

Em boa parte das mulheres jovens, a falta da libido está relacionada a questões emocionais, depressão, estresse, problemas familiares e profissionais.

O uso de álcool, drogas e medicamentos como os antidepressivos, alguns anti-hipertensivos e anticoncepcionais podem causar diminuição do desejo sexual. Low-Sex-Drive

Os medicamentos anticoncepcionais agem numa proteína chamada SHBG, responsável pelo transporte de hormônios sexuais, principalmente a testosterona, diminuindo sua ação no organismo e causando diminuição da libido.

 

 

Erradamente chamada de “Viagra feminino”, a pílula Addyi (Flibanserin) chegou às farmácias americanas em outubro de 2015, com a promessa de resolver o problema com a falta de libido. Alimentos-afrodisiacos1Desenvolvida para ser um antidepressivo, ela age no cérebro balanceando a dopamina e a serotonina, substâncias responsáveis pela sensação de prazer. O efeito de melhorar a libido feminina ocorre após a ingestão diária do comprimido por 4 semanas, deve ser prescrito e acompanhado por médico. Não há data prevista para chegar no Brasil e suas indicações ainda são controversas.

Outras medicações, geralmente à base de hormônios, seja comprimidos, gel e adesivos podem auxiliar nos sintomas decorrentes da maturidade e menopausa, melhorando a vida das pacientes nesta fase.

A abordagem psicoterapêutica individual ou do casal, muitas vezes torna-se essencial para auxiliar a reconstrução do relacionamento e da vida do casal em si.

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Assim, como não há tratamento milagroso, importante procurar ajuda especializada, multiprofissional, para tentar identificar os fatores que estão causando diminuição do apetite sexual, melhorando a qualidade de vida tanto para a paciente, quanto para o casal.

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1 COMENTÁRIO
  • Luana Larissa
    Responder

    Ola, excelente artigo. no que se refere a “viagras femininos”, o melhor mesmo é correr dessas pilulas que tem por ai justamente por serem danosas a nossa saúde. Creio que para isso a melhor opção deva ser de forma natural.

    Grande abraço!

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